domingo, 8 de outubro de 2023

ABRANTES

ABRANTES, Ribatejo, Portugal.
Este topónimo «poderá vir de um hipotético Aurantes, derivado de aurum, 'ouro' [em latim], através de Aulantes, forma que aparece num documento de 1176. Será aparentado com o português arcaico brança, 'palha de milho', ou branza, 'caruma de pinheiro'. A existência de três lugares, no concelho de Abrantes, chamados Abrançalha (talvez de Abrantialia, 'molho de branças') parece apoiar a segunda conjetura.» (infopedia.pt)
O nome, «afirmam diversos autores, é corrupção de Aurantes, denominação justificada pelo ouro que o rio Tejo deixava, noutros tempos, nas suas praias e ribeiras». (João Fonseca, "Dicionário do Nome das Terras"). Mas o ouro seria assim tanto que justificasse o nome? Compare-se com as hipóteses sobre Ourense, na Galiza, de Katuro Barbosa:

 

ALMADA

ALMADA, Estremadura, Portugal. Nome derivado do árabe المعدن (al ma'adan), 'a mina'; um documento de 1170 refere-se a Almadana, e no século XIII já o topónimo se pronunciava Almadã. A nasalação tinha desaparecido em finais do século seguinte. A designação da "mina" refere-se à exploração de metais preciosos na Mina da Adiça e nas areias do Tejo. Adiça, por seu lado, deriva do árabe al-dîsa, que significa "trilho" ou "passagem subterrânea", o que se pode relacionar com mina. Para além de Almada, noutras regiões existem os derivados Almadas, Almadeina e Almádena. No concelho de Castro Marim, perto do rio Guadiana, existe a aldeia de Almada de Ouro, um nome híbrido de origem árabe e latina, resultando o significado "Mina de Ouro". (infopedia.pt; João Fonseca, Dicionário do Nome das Terras)
2025.02.03.

CACILHAS

CACILHAS, Almada, Estremadura, Portugal. «Parece ser um derivado antigo do verbo caçar, a menos que esteja ligado a um étimo arábico incerto.» (infopedia.pt)
Há uma etimologia popular — ou seja errónea — que refere as visitas dos lisboetas para passeios de burro em Almada. Desembarcando em Cacilhas, os burriqueiros ao preparar o animal pediriam "dá cá cilhas", originando assim o nome da terra. Cilha é uma faixa de tecido ou correia larga que passa por baixo da barriga das cavalgaduras para segurar a sela. Esta etimologia é fantasiosa até porque a existência de Cacilhas é anterior ao costume das burricadas dos lisboetas em Almada. Na Acta da Vereação da Câmara da Vila de Almada, de 24 de janeiro de 1604, é referida a venda de peixe em "Quasilhaes", ou seja Cacilhas.
Devido aos burros, burriqueiros e burricadas, Cacilhas era conhecida como "Terra de Burros".

VÁLEGA

VÁLEGA, Ovar, Beira Litoral, Portugal.
«O historiador valeguense, Monsenhor Miguel de Oliveira, na obra “Memória Histórica e Descritiva de Válega” refere que o nome da vila aparece documentado do ano 1102, referente à venda de umas salinas em Cabedelo, junto à Ria de Aveiro. Salienta também não ser fácil saber com exatidão a origem do nome “Válega” pois poderá vir do nome “Valego” ou “Valegado”, tenho como significado “união, unido, ligado” já que existiram duas vilas: Pereira e Degarei. Uma outra hipótese não descartada pelo autor é a de “Valeja” ter a ver com vale. Há ainda uma opinião mais erudita que assevera que Válega está relacionada com “Vectica”, uma cidade elevada pelo imperador Constantino à categoria de episcopal.» (https://www.jf-valega.pt/viladevalega)

ARIZONA

ARIZONA The Grand Canyon State.
O nome deste estado dos EUA talvez tenha origem num nome espanhol anterior, Arizonac, derivado do nome alĭ ṣonak, que significa "pequena nascente de água" em língua O'odham. Inicialmente, este termo foi aplicado pelos colonos espanhóis apenas a uma área próxima do campo de mineração de prata de Planchas de Plata, Sonora. Para os colonos europeus, a pronúncia O'odham soava como Arissona. A área ainda é conhecida como Alĭ ṣonak na língua O'odham.

The state's name appears to originate from an earlier Spanish name, Arizonac, derived from the O'odham name alĭ ṣonak, meaning "small spring". Initially this term was applied by Spanish colonists only to an area near the silver mining camp of Planchas de Plata, Sonora. To the European settlers, the O'odham pronunciation sounded like Arissona. The area is still known as Alĭ ṣonak in the O'odham language.

 

PIÓDÃO

PIÓDÃO, antes escrito PIÓDAM, Arganil, Beira Litoral, Portugal.
Do latim vulgar pedonatum, 'cume rochoso'. (infopedia.pt)
Na época medieval, formou-se um pequeno povoado a que foi dado o nome de Casal Piodam.
Mais explicações para a etimologia: «No Dicionário Onomástico Etimológico de José Pedro Machado, 3ª edição, Livros Horizonte 2003, somos brindados com o topónimo Piódão de pedonatu e pedona, palavra pré-latina com significado de alto rochoso. Etimológica e historicamente não se vislumbra o curso do étimo para o vocábulo do século XVI Piódam e Piódão, em frei Francisco Brandão, Piadão. Mesmo com piatum (local de expiação ou purificação) e outros étimos. Duas hipóteses, uma da Idade Antiga, outra do fim da Média, irei manter:
1. Os Lancienses Oppidani foi um povo lusitano que se associou à construção da Ponte de Alcântara, onde ficou o seu nome registado ao lado dos Egitanienses, no ano 105. É verdade que as suas pedras epigráficas não foram descobertas no Piódão. Estão recenseadas em Idanha-a-Velha (a Egitânea), apenas provando que a Opidânia não era rica e suficiente notável para os pastores mais ricos encomendarem ali as suas lápides. Opidania Opidanum Piodanum - Piodam.
2. O nome não está nos forais e inquirições. O Piódão medieval nasce junto da fonte dos Algares e, para administrar os sacramentos logo os Cistercienses fundaram a capela de S. Pedro. Ao ermitório, juntaram-se casas para criados, armazém e cortelhos. No início de 1484, vem frei Pedro Serrano do Monasterio de Piedra, como delegado de Cister, para reformar e reforçar os Portugueses. Piedrões chegavam ainda em 1533, uma carta dos termos da Comarca de Arganil do Instituto Geográfico de 1790 registou Piódrão, talvez por cópia de documento mais antigo. Piedrão – Piadão - Piódrão – Piódão. » (https://oacor.blogspot.com/2013/01/porque-e-fim-de-semanapiodao.html)

Quase todas as casas no Piódão são feitas de xisto, incluindo o telhado. A superfície das ruas também é de xisto. Piódão é uma das aldeias mais interessantes de Portugal, escondida na Serra do Açor. A cor das pedras de xisto pode mudar muito com a luz.

Almost all the houses in Piódão are made of schist, including the roof shingles. The surface of the streets is also schist. Piódão is one of the most interesting villages in Portugal, hidden in the mountains of Serra do Açor. The colour of the schist stones may change very much with the light.

 

ARRÁBIDA

Portinho da Arrábida e Serra da Arrábida, Península de Setúbal, Estremadura, Portugal. A pequena ilhota é a Pedra da Anicha.
ARRÁBIDA. Do árabe ar-rabita, 'convento fortificado'. Encontra-se em Espanha como La Rábida. (infopedia.pt) Esta designação pode derivar de Rabitat, que significa [em árabe] convento religioso de carácter eremítico. (João Fonseca, "Dicionário do Nome das Terras")

This beach is the Portinho da Arrábida ("small harbour of Arrábida"), on the coast of the mountain range of Arrábida, a Nature Park south of Lisbon, west of Setúbal. This region has a Mediterranean climate and vegetation. The little islet is called the Pedra da Anicha.

Unter den Linden

Unter den Linden, Berlin, Deutschland / Alemanha / Germany.

Unter den Linden é uma famosa avenida do centro de Berlim. O nome significa "sob as tílias", porque é ladeado por essas árvores. Era a avenida mais elegante de Berlim antes da Segunda Guerra Mundial, com lojas requintadas, palácios, embaixadas etc. Exércitos marcharam em triunfo sob suas tílias; o povo comum caminhou por aqui até Brandenburger Tor (Porta de Brandemburgo) quando o Muro caiu.

Unter den Linden ist eine Prachtstraße im Berliner Ortsteil Mitte des gleichnamigen Bezirks, die zwischen dem Forum Fridericianum und dem Pariser Platz verläuft. Angelegt im Jahr 1573 unter Kurfürst Johann Georg als Reitweg vom Stadtschloss bis zum Tiergarten, wurde sie 1647 unter Kurfürst Friedrich Wilhelm befestigt und mit Linden bepflanzt.

Unter den Linden (German: "under the linden trees") is a boulevard in the central Mitte district of Berlin, the capital of Germany. Running from the City Palace to Brandenburg Gate, it is named after the linden trees that line the grassed pedestrian mall on the median and the two broad carriageways.

 

HORA SVATÉHO ŠEBESTIÁNA

HORA SVATÉHO ŠEBESTIÁNA / Sankt Sebastiansberg, Česko / Tschechien / República Checa.
Tradução literal do nome: "Monte de São Sebastião".

 

BELMONTE

BELMONTE, Beira Baixa, Portugal.
«Contração de "belo monte". Encontra-se também em Espanha (Belmonte), França (Beaumont), Alemanha (Schönberg) e outros países.» (infopedia.pt)
«Tudo indica que o nome Belmonte tem a ver com "monte" e, julga-se igualmente, com belo. (...) Há quem lhe atribua a origem de "belli monte" (monte de guerra).» (João Fonseca, "Dicionário do Nome das Terras")
Belmonte é a vila onde nasceu Pedro Álvares Cabral. É também famosa pela sua população judaica.

 

UNTERACH am Attersee

UNTERACH am Attersee, Salzkammergut, Alta Áustria. O nome deriva do bávaro Untraha "entre água" devido à sua localização entre os lagos Mondsee e Attersee.

Unterach am Attersee, Salzkammergut, Oberösterreich / Obaöstareich. Der Ortsname rührt vom bajuwarischen Untraha „Zwischenwasser“ aufgrund der Lage an Mondsee und Attersee.

Grupo Toponímia | Toponymy no Facebook: https://www.facebook.com/groups/769084824516613

 

ÁGUA DE TODO O ANO

ÁGUA DE TODO O ANO, concelho de Ponte de Sor, Ribatejo, Portugal.

Literal translation: "water of the whole year" or "water of every year".

 

sábado, 7 de outubro de 2023

CANSADO

CANSADO, Ponte de Sor, Portugal.

Literal translation: "Tired".

 

SOAJO

SOAJO é uma vila do concelho de Arcos de Valdevez, Minho, Portugal. A palavra soajo ou suajo significa: planta herbácea (Echium lusitanicum), perene, da família das Boragináceas, frequente em terrenos arenosos e incultos do Minho ao Alto Alentejo, pode atingir perto de um metro de altura e apresenta folhas lanceoladas e inflorescência espiciforme com corolas de limbo azulado; marcavala. O nome deriva de soagem e esta do latim solagine, «girassol». (infopedia.pt)


CORUCHE

2011.09.10.

CORUCHE, Ribatejo, Portugal.
«Não se conhecem referências ao nome de Coruche antes da primeira metade do século XII. Nos mais antigos documentos as formas do nome são sempre Culuchi e Coluchi e até ao século XV vamos encontrar Coluchio e Cruche alternando já com estas a grafia Coruche. A etimologia do topónimo foi estudada por Joaquim Silveira, que a filiou no "elevado monte, em cujo cimo se erguia o castelo medieval de Coruche e a que este castelo e a respectiva torre de atalaia, que havia de ter, dariam ainda uma maior eminência, levam-me, para explicar o seu nome, a aproximar o topónimo Coruche do nosso vocábulo comum corucho, que tem o sentido genérico de extremidade alta e acuminada de alguma coisa, picoto, coruto".» [ Corucho: «parte mais alta das árvores; coruto; buraco por onde as abelhas entram e saem do cortiço.» Coruchéu: «remate pontiagudo ou piramidal de torre, campanário ou de parte elevada de um edifício; agulha, flecha, pináculo.» CORUCHE: «De etimologia incerta, mas parece derivar de corucho, 'cume', 'torre'. A antiga Rua do Coruche, em Coimbra (hoje Rua Visconde da Luz), devia o seu nome a um coruchéu ou torre (embora Ferraz de Carvalho o fizesse derivar do latim vulgar colutii, genitivo modificado de collotium, 'celeiro'; e, de facto, há documentos antigos que se referem a Coluchi). Tem a variante Corucho e os derivados Corucheira, Coruchéu, Coruchéus e Coruchos.» (infopedia.pt). No brasão de Coruche encontram-se duas corujas, o que será uma interpretação errónea do topónimo. ]
«A fundação da vila tem sido atribuída, por vários autores, aos galo-celtas no ano 308 antes de Cristo, o que é vivamente refutado por Margarida Ribeiro no seu "Estudo Histórico de Coruche", situando-a, com os mais sólidos argumentos, no período romano de pacificação das zonas conquistadas, "sendo portanto Coruche uma povoação cuja origem se verificou no período de intensa laboração agrária, ou que teria evoluído dos latifúndios das zonas submetidas".
Séculos mais tarde a vila foi conquistada pelos mouros, sendo a sua população "toda passada a fio de espada", como afirmam textos árabes coevos, o que não corresponderá minimamente à realidade, sabendo-se do exagero das expressões utilizadas pelos escritores muçulmanos no que se refere a crónicas de armas. Pelo contrário, crê-se que a população assimilou normalmente as novas ideias incutidas pelo invasor, existindo mesmo uma larga franja populacional completamente indiferente à guerra, como mostra o primeiro foral e a transmissão de propriedades situadas no limite do termo, a partir de 1201.
Coruche foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques em 1166, doando-a à Ordem de Avis em 1176. A 26 de maio de 1182 o rei concedeu a Coruche o seu primeiro foral, o qual seria confirmado posteriormente por D. Sancho I e D. Afonso II. O foral novo seria outorgado por D. Manuel I, a 28 de Março de 1513.
A vila de Coruche tinha representação nas cortes, com assento no 14.º banco, o que atesta a sua importância, começada a construir a partir do momento em que passou para os domínios da Ordem de S. Bento de Évora, sendo de admitir que tal proteção fizesse progredir a localidade, contribuindo simultaneamente para o progresso agrícola. A intensificação do povoamento como medida de garantia das terras reconquistadas, e cujas disposições se mantiveram até ao reinado de D. João I, foi para Coruche uma determinante do próprio foral, que atraiu gentes do norte do país e permitiu a fixação do elemento judaico, que gozou de grande proteção e do elemento árabe e moçárabe.
Nos alvores do século XVI a vila tinha já alcançado um progresso socioeconómico de grande relevo e, não fora a sua política interna, poderia, pelos privilégios concedidos e confirmados e pela sua riqueza, ter ascendido facilmente à categoria de cidade. É também neste século que se dá a criação da Misericórdia e a construção da sua sumptuosa igreja que viria a substituir a primitiva matriz, erguida em 1221 e arruinada pelo terramoto de 1531.»
(https://www.visitcoruche.com/coruch-fajarda-erra) https://toponymytoponimia.blogspot.com/2024/08/coruche.html

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